quinta-feira, 9 de abril de 2020

A Saúde Mental e a Pandemia do Covid-19


A pandemia do Covid-19 rompeu com o estado de normalidade e de segurança da população mundial, provocando grandes mudanças e desestabilizações sistêmicas. É esperado que estejamos frequentemente em estado de alerta, bem como sensações de medo, angústia, tristeza, irritabilidade, insônia, pesadelos, tédio, solidão, impotência e falta de controle frente às incertezas do momento. A maioria das reações são normais diante de uma situação anormal.

Estima-se, que entre um terço e metade da população pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, caso não seja feita nenhuma intervenção de cuidado específico (FIOCRUZ. Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19: recomendações gerais. 2020). Nesse momento, o trabalho do Psicólogo consiste em dar a assistência necessária para a manutenção e/ou o restabelecimento da saúde mental, bem como abordar as implicações emocionais decorrentes da pandemia.


Cada um tem uma maneira natural de lidar com problemas e buscar suas próprias estratégias positivas de enfrentamento. Alguns necessitam de maior atenção nesse momento, tais como indivíduos com pré-existência de quadros depressivos, ansiedade, psicose, paranoia, TOC, além das pessoas que integram o grupo de risco para o Covid-19. Recomenda-se ainda atenção especial a presença de sintomas persistentes, sofrimento intenso, comprometimento significativo do funcionamento, risco de suicídio, dentre outros.

Contudo, cabe lembrar a importância de não interromper o acompanhamento de saúde mental em andamento, sendo assim necessária adaptação para a realidade atual e atendendo as recomendações de biossegurança.


Sente que você ou alguém próximo precisa de ajuda?
Procure um psicólogo.


* Compartilhe esta informação, você pode ajudar muitos amigos e familiares.


Rosana Teixeira
CRP-12/09343

terça-feira, 7 de abril de 2020

COMUNICADO

Atendimento online

A partir do dia 18 de março de 2020, em função das recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar o alastramento da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus, os atendimentos psicológicos passaram a ser realizados de forma online.

Apesar das atividades dos psicólogos, neste contexto de pandemia do Covid-19, estarem autorizadas em todo o território catarinense, a partir de 06 de abril de 2020 pela PORTARIA SES Nº 223 de 05/04/2020, mantenho os atendimentos psicológicos exclusivamente online, considerando essa medida importante para prevenção da saúde de meus pacientes e da coletividade em geral.

A prestação de serviços psicológicos por meios de tecnologia da informação e da comunicação (TICs) segue as orientações da Resolução CFP nº 11/2018, utilizado tecnologia adequada, conhecimentos e técnicas fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional. Assim, toma-se os cuidados necessários para a segurança e sigilo no ambiente virtual.



Psicóloga cadastrada para o Atendimento online no e-Psi


Para os interessados em maiores informações sobre a regulação do atendimento psicológico online, bem como no Código de Ética Profissional do Psicólogo, segue links importantes:
Código de ética Profissional do Psicólogo
Resolução CFP n° 11/2018



Valorize sua saúde mental e emocional, promova saúde e previna doenças psíquicas.
Procure um psicólogo.

Rosana Teixeira
CRP-12/09343
(48) 99957-6610

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Analogia das tempestades com as crises psicológicas




Quando está chovendo usamos as FERRAMENTAS que dispomos para não nos molharmos, como um guarda-chuva, uma capa de chuva, um casaco na cabeça, sapatos mais fechados. Podemos pedir um guarda-chuva emprestado ou até paramos no meio do caminho pra adquirir um, damos aquela corridinha pra se proteger logo da chuva, etc...
Com o tempo, vamos aprendendo os SINAIS de que o clima vai mudar e nos PREPARAMOS para encarar a chuva: já saímos de casa com o guarda-chuva.

Na saúde mental, podemos comparar as tempestades e dias nebulosos com as CRISES PSICOLÓGICAS, que quando aparecem desestabilizam nosso sistema interno e nos exigem novos recursos e ferramentas para que o equilíbrio seja restabelecido.

As crises são sentidas como negativas quando nosso leque de ferramentas não são suficientes e não conseguimos avançar. E sim, também podem ser vistas como POSITIVAS, como possibilidade de reconhecer, reafirmar e solidificar aprendizagens. Permitem ainda revisar crenças e experimentar novas maneiras de agir, proporcionando maior autoconhecimento, autoconfiança e crescimento.

E assim como aprendemos a observar as mudanças climáticas, é possível IDENTIFICAR a aproximação da crise e nos ANTECIPAR e PREPARAR para a chegada dela, usando de maneira mais eficaz nossas ferramentas. Em alguns momentos não é possível evitar que ela apareça, pois não conseguimos controlar tudo (e existem crises do tipo imprevisíveis, acidentais e inesperadas), mas é possível atravessar a tempestade e sair inteiro e em condições de seguir.

Ao enfrentar uma crise, é possível abandonar algumas ferramentas que não servem mais e agregar outras, e sair mais fortalecido, com recursos novos e mais sólidos.

E aí,  vocês tem crises frequentes? Como passam por elas? Sentem que precisam de novos recursos de enfrentamento?

Por
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Rosana Teixeira
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quarta-feira, 3 de julho de 2019

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Será um espaço complementar ao blog, para postagens menores, algumas reflexões, compartilhar alguns momentos do consultório e mensagens que podem provocar reflexões.


Rosana Teixeira
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Prevenção ao suicídio


Setembro é o mês da prevenção ao suicídio e não dá pra ficar sem falar disso.


Apesar dos números de casos de tentativa e de suicídio em si, ainda é um tabu para as pessoas falar sobre o tema. Alguns tratam como fraqueza, vergonha, culpa, segredo... Precisamos falar mais sobre o suicídio e informar melhor as pessoas sobre como podem ficar alertas aos sinais, ajudar e prevenir que alguém chegue a este fim.


Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é responsável por pelo menos 800 mil mortes anualmente, portanto, a cada 45 segundos uma pessoa põe fim a vida no mundo. No Brasil, os índices resulta numa média de 32 mortes por dia.
A maioria dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, tais como a depressão, transtorno bipolar e o abuso de drogas.


Principais fatores de risco




Quais os sinais?

Alguns sinais podem ser uma forma de denúncia do sofrimento e pedido de ajuda:

- mudanças marcantes na personalidade ou nos hábitos
- comportamento ansioso, agitado, ou deprimido
- piora do desempenho na escola, no trabalho, em outras atividades que costumava manter
- afastamento da família e de amigos
- perda de interesse em atividades que gostava
- descuido com a aparência
- perda ou ganho inusitados de peso
- mudança no padrão usual de sono
- comentários autodepreciativos persistentes
- comentários negativos em relação ao futuro, desesperança
- mudança de ânimo marcante (combinação de tristeza, irritabilidade, acessos de raiva)
- comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram, interesse por essa temática
- doação de pertences que valoriza
- expressão clara ou velada de querer morrer ou de por fim à vida
- comportamento autoagressivo
- ideias e tentativas de suicídio



Como prevenir?

Com o diagnóstico precoce e tratamento psicológico e psiquiátrico.

Como posso ajudar uma pessoa próxima?

- Reparar no risco conforme os sinais
- Ouvir com atenção e respeito, sem julgar e sem dar lição moral e religiosa
- Falar sobre as ideias de suicídio
- Conduzir para um atendimento com profissional de saúde mental (pois a pessoa não tem iniciativa espontânea de buscar ajuda)
- Manter-se disponível e próximo


Durante o tratamento

Casos que possuem o risco de suicídio devem ser acompanhados por equipe multidisciplinar (pelo menos psicólogo e psiquiatra) e é de grande importância também a parceria e proximidade da família ou outras pessoas importantes do paciente.


 
 

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domingo, 27 de agosto de 2017

Dia do Psicólogo

A profissão de Psicólogo completa 55 anos neste 27 de agosto.

A psicologia, como ciência e profissão, está presente em hospitais, ambulatórios, centros e postos de saúde, consultórios, creches, escolas, associações comunitárias, empresas, sindicatos, fundações, varas da criança e do adolescente, varas de família, sistema penitenciário, associações profissionais e/ou esportivas, clínicas especializadas, psicotécnicos, núcleos rurais e nas demais áreas onde as questões concernentes à profissão se façam presentes e sua atuação seja pertinente (Conselho Regional de Psicologia).


Apesar dos psicólogos atuarem em diversos locais, tanto públicos como privados, muitas pessoas ainda pensam que o nosso trabalho é dispensável e ou que pode ser substituído pela conversa com um(a) amigo(a), com um(a) religioso(a), com o cabeleireiro (a) e etc, o que é um grande equívoco.


A psicologia clínica atua no âmbito da saúde através do diagnóstico, prevenção, acompanhamento e tratamento e contribui na elaboração pelo indivíduo, resultando em melhoria de seus relacionamentos, bem estar e qualidade de vida.


Valorize sua saúde mental e emocional, promova saúde e previna doenças psíquicas. Procure um psicólogo.

Rosana Teixeira
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