quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Algumas percepções sobre a Saúde Mental na atualidade

 

O que tenho observado e escutado atentamente durante as sessões de psicoterapia é que, na maioria dos casos, as queixas e sintomas são de vivências anteriores à pandemia e que ela de fato as acentuou. Alguns sentimentos que antes se dispersavam com o movimento e a variação das atividades, ficando também muitas vezes “debaixo do tapete”, tomaram novo lugar e se moveram para debaixo de uma potente lente de aumento.

Assim, muitas pessoas passaram a conviver com aqueles sintomas e sentimentos negligenciados e perceberam, algumas vezes diante de uma nova crise, a necessidade de encará-los por outros ângulos. Este movimento, alerta para a importância da prevenção e do tratamento de transtornos mentais (algo já sabido pelos profissionais), ao mesmo tempo em que demonstra menor relutância da população em procurar atendimento especializado, afinal, parece que as mídias e pessoas próximas nunca haviam falado tanto em saúde mental.

Isto, aliada à percepção da dificuldade coletiva em lidar com o novo cenário e novas demandas, o sofrimento humano tornou um assunto menos estigmatizado e mais natural. São indicativos do avanço no reconhecimento das fragilidades, limitações, encarando a humanidade e as emoções, descobrindo novas ferramentas para lidar com as adversidades, e que, quando preciso for, pedir ajuda profissional também é natural.

Ao perceber que alguns sintomas não vão embora, que trazem prejuízos no cotidiano e nas relações, que algumas emoções estão exacerbadas, que os comportamentos estão desajustados ou que provocam incompreensão ou sofrimento, procure um profissional da saúde mental.

Não postergue, pois quanto antes for compreendido e tratado, menor o sofrimento e mais breve a recuperação da qualidade de vida.


* Compartilhe esta informação, você pode ajudar muitos amigos e familiares.


Rosana Teixeira
CRP-12/09343
(48) 99957-6610

ATUALIZAÇÃO DE COMUNICADO


Neste período de pandemia, ainda passado alguns meses desde seu início, tenho dado preferência aos atendimentos online.

Entendendo que o trabalho da Psicologia também é essencial e a importância de não desassistir e acolher os pacientes e suas demandas, retornei no mês de maio aos atendimentos presenciais para aqueles que não se adaptaram aos atendimentos online ou que suas necessidades não se encaixam para tal modalidade, seguindo assim com a finalidade de atender às diferentes necessidades e suas individualidades.

Nos atendimentos online, seguem os cuidados necessários para segurança e sigilo no ambiente virtual, e nos atendimentos presenciais foram incorporadas medidas atendendo às recomendações de biossegurança.

 

Não deixe sua saúde mental e emocional em segundo plano, procure um psicólogo.


Rosana Teixeira

CRP-12/09343
(48) 99957-6610


quinta-feira, 9 de abril de 2020

A Saúde Mental e a Pandemia do Covid-19


A pandemia do Covid-19 rompeu com o estado de normalidade e de segurança da população mundial, provocando grandes mudanças e desestabilizações sistêmicas. É esperado que estejamos frequentemente em estado de alerta, bem como sensações de medo, angústia, tristeza, irritabilidade, insônia, pesadelos, tédio, solidão, impotência e falta de controle frente às incertezas do momento. A maioria das reações são normais diante de uma situação anormal.

Estima-se, que entre um terço e metade da população pode vir a sofrer alguma manifestação psicopatológica, caso não seja feita nenhuma intervenção de cuidado específico (FIOCRUZ. Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19: recomendações gerais. 2020). Nesse momento, o trabalho do Psicólogo consiste em dar a assistência necessária para a manutenção e/ou o restabelecimento da saúde mental, bem como abordar as implicações emocionais decorrentes da pandemia.


Cada um tem uma maneira natural de lidar com problemas e buscar suas próprias estratégias positivas de enfrentamento. Alguns necessitam de maior atenção nesse momento, tais como indivíduos com pré-existência de quadros depressivos, ansiedade, psicose, paranoia, TOC, além das pessoas que integram o grupo de risco para o Covid-19. Recomenda-se ainda atenção especial a presença de sintomas persistentes, sofrimento intenso, comprometimento significativo do funcionamento, risco de suicídio, dentre outros.

Contudo, cabe lembrar a importância de não interromper o acompanhamento de saúde mental em andamento, sendo assim necessária adaptação para a realidade atual e atendendo as recomendações de biossegurança.


Sente que você ou alguém próximo precisa de ajuda?
Procure um psicólogo.


* Compartilhe esta informação, você pode ajudar muitos amigos e familiares.


Rosana Teixeira
CRP-12/09343

terça-feira, 7 de abril de 2020

COMUNICADO

Atendimento online

A partir do dia 18 de março de 2020, em função das recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar o alastramento da pandemia da Covid-19, o novo coronavírus, os atendimentos psicológicos passaram a ser realizados de forma online.

Apesar das atividades dos psicólogos, neste contexto de pandemia do Covid-19, estarem autorizadas em todo o território catarinense, a partir de 06 de abril de 2020 pela PORTARIA SES Nº 223 de 05/04/2020, mantenho os atendimentos psicológicos exclusivamente online, considerando essa medida importante para prevenção da saúde de meus pacientes e da coletividade em geral.

A prestação de serviços psicológicos por meios de tecnologia da informação e da comunicação (TICs) segue as orientações da Resolução CFP nº 11/2018, utilizado tecnologia adequada, conhecimentos e técnicas fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional. Assim, toma-se os cuidados necessários para a segurança e sigilo no ambiente virtual.



Psicóloga cadastrada para o Atendimento online no e-Psi


Para os interessados em maiores informações sobre a regulação do atendimento psicológico online, bem como no Código de Ética Profissional do Psicólogo, segue links importantes:
Código de ética Profissional do Psicólogo
Resolução CFP n° 11/2018



Valorize sua saúde mental e emocional, promova saúde e previna doenças psíquicas.
Procure um psicólogo.

Rosana Teixeira
CRP-12/09343
(48) 99957-6610

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Analogia das tempestades com as crises psicológicas




Quando está chovendo usamos as FERRAMENTAS que dispomos para não nos molharmos, como um guarda-chuva, uma capa de chuva, um casaco na cabeça, sapatos mais fechados. Podemos pedir um guarda-chuva emprestado ou até paramos no meio do caminho pra adquirir um, damos aquela corridinha pra se proteger logo da chuva, etc...
Com o tempo, vamos aprendendo os SINAIS de que o clima vai mudar e nos PREPARAMOS para encarar a chuva: já saímos de casa com o guarda-chuva.

Na saúde mental, podemos comparar as tempestades e dias nebulosos com as CRISES PSICOLÓGICAS, que quando aparecem desestabilizam nosso sistema interno e nos exigem novos recursos e ferramentas para que o equilíbrio seja restabelecido.

As crises são sentidas como negativas quando nosso leque de ferramentas não são suficientes e não conseguimos avançar. E sim, também podem ser vistas como POSITIVAS, como possibilidade de reconhecer, reafirmar e solidificar aprendizagens. Permitem ainda revisar crenças e experimentar novas maneiras de agir, proporcionando maior autoconhecimento, autoconfiança e crescimento.

E assim como aprendemos a observar as mudanças climáticas, é possível IDENTIFICAR a aproximação da crise e nos ANTECIPAR e PREPARAR para a chegada dela, usando de maneira mais eficaz nossas ferramentas. Em alguns momentos não é possível evitar que ela apareça, pois não conseguimos controlar tudo (e existem crises do tipo imprevisíveis, acidentais e inesperadas), mas é possível atravessar a tempestade e sair inteiro e em condições de seguir.

Ao enfrentar uma crise, é possível abandonar algumas ferramentas que não servem mais e agregar outras, e sair mais fortalecido, com recursos novos e mais sólidos.

E aí,  vocês tem crises frequentes? Como passam por elas? Sentem que precisam de novos recursos de enfrentamento?

Por
@rosanateixeirapsicologa



Siga também no Instagram.


Rosana Teixeira
CRP-12/09343
(48) 99957-6610
(48) 99194-6610

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Siga no Instagram

 @rosanateixeirapsicologa



Siga @rosanateixeirapsicologa no Instagram.

Será um espaço complementar ao blog, para postagens menores, algumas reflexões, compartilhar alguns momentos do consultório e mensagens que podem provocar reflexões.


Rosana Teixeira
CRP-12/09343
(48) 99194-6610
(48) 99957-6610


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Prevenção ao suicídio


Setembro é o mês da prevenção ao suicídio e não dá pra ficar sem falar disso.


Apesar dos números de casos de tentativa e de suicídio em si, ainda é um tabu para as pessoas falar sobre o tema. Alguns tratam como fraqueza, vergonha, culpa, segredo... Precisamos falar mais sobre o suicídio e informar melhor as pessoas sobre como podem ficar alertas aos sinais, ajudar e prevenir que alguém chegue a este fim.


Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é responsável por pelo menos 800 mil mortes anualmente, portanto, a cada 45 segundos uma pessoa põe fim a vida no mundo. No Brasil, os índices resulta numa média de 32 mortes por dia.
A maioria dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, tais como a depressão, transtorno bipolar e o abuso de drogas.


Principais fatores de risco




Quais os sinais?

Alguns sinais podem ser uma forma de denúncia do sofrimento e pedido de ajuda:

- mudanças marcantes na personalidade ou nos hábitos
- comportamento ansioso, agitado, ou deprimido
- piora do desempenho na escola, no trabalho, em outras atividades que costumava manter
- afastamento da família e de amigos
- perda de interesse em atividades que gostava
- descuido com a aparência
- perda ou ganho inusitados de peso
- mudança no padrão usual de sono
- comentários autodepreciativos persistentes
- comentários negativos em relação ao futuro, desesperança
- mudança de ânimo marcante (combinação de tristeza, irritabilidade, acessos de raiva)
- comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram, interesse por essa temática
- doação de pertences que valoriza
- expressão clara ou velada de querer morrer ou de por fim à vida
- comportamento autoagressivo
- ideias e tentativas de suicídio



Como prevenir?

Com o diagnóstico precoce e tratamento psicológico e psiquiátrico.

Como posso ajudar uma pessoa próxima?

- Reparar no risco conforme os sinais
- Ouvir com atenção e respeito, sem julgar e sem dar lição moral e religiosa
- Falar sobre as ideias de suicídio
- Conduzir para um atendimento com profissional de saúde mental (pois a pessoa não tem iniciativa espontânea de buscar ajuda)
- Manter-se disponível e próximo


Durante o tratamento

Casos que possuem o risco de suicídio devem ser acompanhados por equipe multidisciplinar (pelo menos psicólogo e psiquiatra) e é de grande importância também a parceria e proximidade da família ou outras pessoas importantes do paciente.


 
 

Sente que você ou alguém próximo precisa de ajuda?
Procure um psicólogo.



* Compartilhe esta informação, você pode ajudar muitos amigos e familiares.